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Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett

criação Diogo Bento, Inês Vaz
Nós queremos amor, queremos amor que nos faça tremer da cabeça aos pés e que nos tire o sono, queremos vida ou morte, queremos sangue, duelos, convicções, lutas, ideais, queremos ultrarromantismo, pores do sol, mar bravo e campos de batalha cobertos de corpos, queremos ter força para mudar o mundo e fingir que acreditamos que tudo é possível e que o futuro é tudo o que nos espera...

Mesmo sabendo que a Maria morre e que os outros ficam sozinhos ou vão para o convento, mesmo sabendo que não vai dar certo, mesmo sabendo que a vinda do Romeiro é inevitável, mesmo sabendo que não há salvação para ninguém e que é preciso haver um bode expiatório, nós vamos continuar.

É mais ou menos como um pensamento esquizofrénico que nos guia quando acreditamos que não é possível e que não depende de nós e, mesmo assim, fazemos tudo com a mesma convicção, ou até mais, para que aconteça. Neste caso, para que a Maria não morra sozinha a cuspir sangue. Porque, até lá chegarmos, tudo pode mudar. Porque, na verdade, tudo tem em si a potência para ser tudo e para mudar.
criação Diogo Bento, Inês Vaz 
desenho de luz Joana Galeano
desenho de tela Miguel Boneville
interpretação Diogo Bento, Inês Vaz, Elisabete Fragoso
coprodução Among Others Associação / Teatro da Garagem
M/16

Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett estreou a 24 nov'11 no Teatro Praga