Salas e espaços
Do Átrio à Sala Garrett, passando pelo Salão Nobre e pela Sala Estúdio, os espaços do Teatro Nacional D. Maria II contam diferentes capítulos da sua história e refletem a diversidade da sua atividade. Espaços históricos, de criação, encontro e apresentação, onde a memória do Teatro convive com a criação e o pensamento contemporâneos. Cada um deles tem uma identidade própria e uma relação particular com o público, os artistas e a cidade, acolhendo diferentes formas de estar e criar.
Salão Nobre
Átrio
Desde a criação do Teatro, em 1846, o Salão Nobre sofreu várias alterações estruturais, entre as quais a remoção das galerias que originalmente marcavam a estratificação social do espaço. É, por isso, um dos espaços do D. Maria II onde mais se cruzam história e presente. Se, por um lado, sobreviveu ao incêndio de 1964 e conserva a linguagem neoclássica do teatro oitocentista, é também hoje testemunho da contemporaneidade e do encontro entre passado e presente, nomeadamente através dos retratos de quatro grandes atrizes portuguesas — Amélia Rey Colaço, Palmira Bastos, Laura Alves e Beatriz Costa — criados por Vhils em 2014. Espaço de memória, mas também de encontro, continua a acolher parte da programação do Teatro, de espetáculos a lançamentos de livros, passando por conversas e projetos participativos.
Espaço de entrada e sociabilidade, o Átrio sobreviveu ao incêndio de 1964 que destruiu grande parte do interior do teatro e mantém, hoje, essa vocação de lugar de encontro entre o público, a criação artística e a cidade. Conserva elementos da arquitetura neoclássica e destaca-se pela presença de bustos de algumas das mais importantes figuras do teatro português, entre elas Almeida Garrett, Emília das Neves, Francisco Taborda e José Carlos dos Santos. Uma instalação de Júlio Pomar, mesmo na passagem do Átrio para a Sala Garrett, dá as boas-vindas ao público.
Sala Garrett
Sala Estúdio
A Sala Garrett é a principal sala de espetáculos do Teatro Nacional D. Maria II, com uma lotação de 428 lugares. Leva o nome de Almeida Garrett, o principal impulsionador da criação do Teatro Nacional. A sala atual resulta da reconstrução do edifício na sequência do incêndio de 1964, que destruiu por completo a sala e o palco. Reconstruída segundo o projeto de Guilherme Rebelo de Andrade, conserva a inspiração neoclássica do teatro original, incorporando novas soluções técnicas e cenográficas. O projeto de requalificação iniciado em 2023 introduziu soluções técnicas e cenográficas que melhoram as condições de funcionamento da sala, ampliam as possibilidades cénicas e respondem às atuais exigências da criação contemporânea. Hoje, continua a ser o principal palco da programação do D. Maria II, acolhendo espetáculos de diferentes autores, artistas e linguagens.
A Sala Estúdio é o espaço de apresentação mais recente do Teatro, criada no âmbito da reconstrução pós-incêndio, concluída em 1978. Ao longo dos anos tem acolhido uma parte importante da programação contemporânea do Teatro, mantendo uma relação próxima com artistas e criadores e assumindo-se como um espaço de experimentação e de acolhimento para novas linguagens artísticas.



