Palcos novos, palavras novas
O PANOS é um projeto do Teatro Nacional D. Maria II que promove e valoriza o teatro juvenil em Portugal e as novas dramaturgias. Um projeto onde se lê, se faz e se apresenta teatro de e para jovens dos 12 aos 19 anos.
Em cada edição, o D. Maria II encomenda três peças originais a alguns dos escritores contemporâneos mais empolgantes. Grupos de teatro juvenil de todo o país são depois incentivados a escolher e a encenar um desses textos, apresentando-o na sua cidade, vila ou aldeia. Ao longo do processo, os participantes têm a possibilidade de estudar e discutir o texto com o seu autor, num workshop de dois dias e, posteriormente, num encontro intercalar.
Após a estreia nas suas localidades, seis dos espetáculos são selecionados por um júri para apresentação no Festival PANOS — um encontro anual de centenas de jovens de todo o país, que têm assim a oportunidade de assistir às diferentes criações, numa celebração coletiva e intensa da experiência teatral.
Os textos teatrais, escritos no âmbito do PANOS, são anualmente editados pelo D. Maria II, que desta forma contribui para a promoção da escrita contemporânea e a difusão de novas dramaturgias.
Com o PANOS, o D. Maria II reforça também a sua missão de descentralizar a criação teatral, promovendo as práticas teatrais junto dos públicos jovens de todo o país.
coordenação Sandro William Junqueira
textos edição 2025/2026 Ana Markl, Joaquim Arena, Mariana Jones
júri Amarílis Felizes, Ana Bigotte Vieira, Armando Pinho, Catarina Requeijo, Gonçalo Frota, Manuel Henriques, Ricardo Correia, Sandra Machado e Sandro William Junqueira
uma iniciativa Teatro Nacional D. Maria II e Fundação ”la Caixa”, em colaboração com o BPI e em parceria com o Município de Paredes — CCP
COMO FUNCIONA O PANOS?
As candidaturas para a 18.ª edição do PANOS decorrem entre 21 de setembro e 14 de outubro de 2026. Esta edição tem um limite de 50 grupos participantes.
Após o encerramento das candidaturas, é comunicada a seleção dos grupos participantes. Em seguida, são partilhados os três textos originais e cada grupo indica a sua ordem de preferência, que será avaliada pela equipa do PANOS. A distribuição final é feita de forma equilibrada e comunicada aos diferentes grupos.
Ao longo de um fim de semana, em novembro, jovens e equipas de encenação trabalham com a pessoa autora do texto escolhido, num workshop coordenado por essa pessoa ou por alguém convidado.
A participação é obrigatória, devendo cada grupo estar representado por duas pessoas, idealmente quem assume a encenação e elemento do elenco. Os grupos que não consigam participar no workshop não poderão participar no PANOS.
Após o workshop, e até à estreia, cada grupo desenvolve autonomamente o seu trabalho, em sessões regulares de ensaio. Durante este período, realiza-se ainda um encontro online com a pessoa autora do texto escolhido, para esclarecimento de dúvidas e partilha do processo.
A estreia deve ocorrer até à data indicada no Regulamento do PANOS, em local escolhido pelo grupo (escola, teatro, salão de igreja ou outro espaço adequado).
Um elemento do júri assistirá a uma apresentação e haverá, no final, uma conversa informal sobre o trabalho desenvolvido.
Após a estreia, cada grupo recebe um breve relatório com sugestões, que poderão ser consideradas caso o espetáculo seja selecionado para o Festival PANOS.
Nesta fase, os grupos são incentivados a assistir aos espetáculos de outros grupos, nomeadamente os que decorrem na mesma área geográfica.
Os seis espetáculos apresentados no Festival PANOS são escolhidos por um júri que acompanha todo o processo, desde o workshop até às apresentações.
O processo culmina com o Festival PANOS, no final de maio, onde, durante três dias, os seis grupos selecionados apresentam os seus espetáculos. Sempre que possível, os participantes assistem também às criações dos restantes grupos.




