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Memorial do Convento


Ansiando por um filho que tarda, o rei D. João V é avisado por frei António de S. José: "Mande V. Majestade fazer um convento de franciscanos em Mafra e Deus vos dará descendência”. O desejo real desencadeará uma epopeia de homens, um esforço hercúleo de milhares de trabalhadores arregimentados em todo o país, de arquitectos, engenheiros e materiais vindos do estrangeiro e pagos a peso de ouro do Brasil, esgotando-o.

Unidos por um amor natural, Blimunda e Baltasar reúnem-se a Bartolomeu de Gusmão e ao seu sonho de voar. A passarola, máquina voadora, misto de barco e de pássaro, nasce do saber científico de Bartolomeu, da força de trabalho de Baltasar e dos poderes de Blimunda, recolhendo as vontades humanas (as "nuvens fechadas”), que alimentarão a máquina e a farão voar. Sobre as obras do Convento de Mafra terá passado o Espírito Santo, dizem os padres e acredita o povo. Voar, nesse tempo, não sendo obra de Deus, só poderia sê-lo do demónio, e assim se anuncia o fim trágico das três personagens maravilhosas.

[Dossier de Apoio]"
encenação Filomena Oliveira

orgânica sonora

direcção e música original David Martins
masterização e operação Bruno Oliveira
arranjos para piano Sandra Nunes
arranjos para voz Andreia Lopes

guarda-roupa Flávio Tomé
adereços João Mais

concepção e construção da passarola Flávio Tomé e João Tiago
assistente técnico/montagem João Tiago
criação e adaptação do espaço Carlos Arroja
estruturas cénicas e desenho 3D Carlos Bruno

direcção técnica David Martins
desenho de luz Carlos Arroja, David Florentino e Paulo Cunha

cenografia e criação do espaço cénico
coordenação Vito e Carlos Arroja
equipa de montagem Bruno Oliveira, Bruno Ribeiro, Carlos Bruno, João Mota, Zé Pedro

actores Cláudia Faria, Paulo Campos dos Reis, Flávio Tomé, José Henrique Neto, Filipe Araújo