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Vulcão

de Abel Nevese ncenação João Grosso

Submissa quanto pode, e deve ser, Valdete vive os seus dias nas garras de um monstro, o seu marido Samuel. Antes de casar, sonhou com ele um amor feliz, mas depois o nascimento de um filho cego revela a natureza bizarra do seu homem. Obcecado com a ideia do extermínio, de acabar com os fracos, Samuel recolhe todos os cães que encontra e atira-os à morte, construindo perto da casa um poço semelhante ao dos antigos fojos de lobo. Uma noite, entrega o seu pequeno filho à máfia do tráfico de órgãos e, muito provavelmente também, à morte.

Prisioneira na sua própria casa, algemada, Valdete resiste ao martírio, à violação e, sempre na esperança de poder saber onde está o seu querido filho, aceita continuar a vida junto do homem que odeia. Até que ele, alcoolizado, sofre um ataque...

de Abel Neves
encenação João Grosso

cenografia Rui Alexandre
figurinos Dino Alves
desenho de luz José Nuno Lima
sonoplastia Luís Aly

com Custódia Gallego

assistente de encenação Catarina Bernardo
direcção de cena Manuel Guicho
operador de som Pedro Costa
operador de luz Daniel Varela

co-produção TNDM II e ACE / Teatro do Bolhão
M/16