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D. Maria II promove ciclo sobre habitação e direito à cidade

Nada deve parecer impossível de mudar decorre de 17 de novembro a 8 de dezembro, no Átrio do Teatro Nacional D. Maria II. A programação cruza diferentes perspetivas sobre habitação, cidade, participação cívica e criação artística, com três conversas e uma leitura encenada de A Exceção e a Regra, de Bertolt Brecht. A entrada é livre.

Os acontecimentos recentes no Rossio, em torno da luta pelo direito à habitação, colocam o Teatro Nacional D. Maria II perante uma realidade que acontece literalmente à sua porta e perante reivindicações cuja importância e urgência não pode ignorar. Pano de fundo destas e de outras manifestações ao longo do seu percurso, o D. Maria II é testemunha da história política e social do país e, através da criação artística e da programação cultural, também agente de transformação.

 

Mas essa proximidade não é apenas geográfica. As questões levantadas por quem se manifesta no Rossio dizem respeito a direitos fundamentais, às condições de vida nas nossas cidades e à sociedade que queremos construir. Enquanto instituição cultural pública, o Teatro procura dar espaço e visibilidade a estas questões programando, criando e abrindo espaços de encontro que estimulem o pensamento crítico.

Nada deve parecer impossível de mudar, cujo título parte de uma frase de Bertolt Brecht, retirada da peça A Exceção e a Regra, propõe três conversas públicas e uma leitura encenada. O ciclo inscreve-se num percurso que tem procurado aprofundar a relação do Teatro com os cidadãos e os territórios, com projetos como Odisseia Nacional, ATOS e A Última Sexta-Feira, reconhecendo na criação artística uma forma de participação na vida coletiva.

 

A curadoria e a moderação das conversas são confiadas, em cada sessão, a uma organização convidada, responsável também pela escolha dos participantes. Este modelo procura assegurar uma diversidade de perspetivas, experiências e formas de intervenção, valorizando o conhecimento e o trabalho de quem se encontra diretamente envolvido nas questões em debate.

 

Todas as sessões são de entrada livre e decorrem no Átrio do D. Maria II, às 18h.

Cidade comum e a construção coletiva

Uma conversa sobre o direito à cidade, a participação comunitária e o papel das organizações culturais e sociais na transformação dos territórios. Como construir cidades mais inclusivas, preservar redes de proximidade e contrariar os processos de exclusão e gentrificação?

 

17 novembro, 18h
curadoria e moderação: LARGO Residências
 Saiba mais, aqui.

Cultura sem casa e as casas da cultura

A crise da habitação está a transformar as cidades e a comprometer a sua diversidade cultural, provocando o desaparecimento de espaços de criação, trabalho e ensaio, de estruturas independentes e de espaços de apresentação. Ao mesmo tempo, agravam-se as condições de vida e de trabalho dos profissionais da cultura, marcadas pela precariedade e pela dificuldade de acesso à habitação. Uma conversa sobre as consequências desta crise para a criação artística e a vida cultural das cidades, e sobre o papel que os teatros, museus e centros culturais podem desempenhar na defesa dos direitos, na participação cívica e na construção de respostas coletivas.

 

24 novembro, 18h
curadoria e moderação: Acesso Cultura
 Saiba mais, aqui.

Direito à cidade e a casa como um direito

Partindo também do processo de criação de Habitar, espetáculo coproduzido pelo D. Maria II, uma conversa sobre a crise da habitação e as suas consequências na vida quotidiana, cruzando testemunhos, investigação e criação artística.

 

1 dezembro, 18h
curadoria e moderação: Hotel Europa
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Leitura encenada de A Exceção e a Regra, de Bertolt Brecht

Uma leitura encenada de A Exceção e a Regra, seguida de uma conversa com o público. Na peça de Bertolt Brecht, um comerciante atravessa o deserto acompanhado por um guia e um carregador, numa viagem marcada pela desconfiança e pela desigualdade entre quem dá as ordens e quem trabalha. Um acontecimento fatal e o julgamento que se segue expõem uma justiça condicionada pelas relações de poder. A obra convida a questionar aquilo que se aceita como natural ou inevitável e a reconhecer a possibilidade de mudança.

 

8 dezembro, 18h
direção: Pedro Penim
 Saiba mais, aqui.