A Cantora Careca
texto Eugène Ionesco
encenação Beatriz Batarda
Numa sala burguesa onde os relógios batem vinte e nove vezes, o Sr. e a Sra. Smith preenchem o vazio com banalidades sobre o quotidiano. Entre convidados esquecidos de si mesmos, uma criada poeta, um bombeiro à procura de fogos inexistentes e uma linguagem que se desintegra a cada sílaba, este texto clássico do Teatro do Absurdo não deixa pedra sobre pedra. Ionesco anuncia o desmoronamento das convicções que sustentam a ilusão de normalidade e, na iminência desse colapso, parece pressionar-nos a atualizar o sentido de tudo.
Sob a encenação de Beatriz Batarda, A Cantora Careca convoca o imaginário ácido da pintura pós-colonial de Eduardo Batarda, que não poupou ao ridículo a burguesia e os cúmplices da exploração. Entre humor e ironia, intérpretes e espectadores tornam-se cúmplices de um colapso em que a destruição da palavra abre caminho ao absurdo mais puro.
CONVERSA PÓS-ESPETÁCULO
moderação Joyce Souza / Segundo as Marias
6 dez
SESSÕES ACESSÍVEIS
Interpretação em Língua Gestual Portuguesa
6 dez
Sessão com audedescrição
13 dez
Ficha Artística
texto Eugène Ionesco
encenação Beatriz Batarda
tradução Joana Frazão
interpretação João Grosso e Matilde Pedrosa, Miguel Marinho, Sofia Fairfield (intérpretes estagiários TNDM II)
cenografia Ângela Rocha
figurinos José António Tenente
desenho de luz Nuno Meira
sonoplastia e desenho de som Sérgio Milhano
assistência de encenação Mariana Lobo Vaz
assitência desenho de luz Pedro Gonçalves
produção Teatro Nacional D. Maria II
A classificar pela CCE

