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O projeto de Requalificação

O edifício do Teatro Nacional D. Maria II, no Rossio, reabriu em setembro de 2026, após uma profunda intervenção de requalificação, restauro e renovação, iniciada em 2023, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência. 


A obra procurou conciliar a preservação do valor histórico, arquitetónico e patrimonial deste monumento nacional com a sua adaptação às necessidades atuais de funcionamento de um teatro nacional, melhorando as condições de acolhimento, circulação, conforto, segurança, trabalho e criação.

 

A intervenção abrangeu diferentes áreas do edifício. As fachadas foram recuperadas e ganharam uma nova iluminação monumental; o Átrio, a Bilheteira e a Livraria do Teatro foram renovados; e a Sala Garrett beneficiou da atualização das infraestruturas técnicas, da renovação do sistema de palco rotativo e da mecânica de cena, da substituição dos têxteis e de uma nova pintura. Na zona do subpalco, foi criado um piso intermédio, que permitiu aumentar as áreas de armazenamento de equipamentos e reorganizar as oficinas de carpintaria e serralharia, melhorando as suas condições de funcionamento e segurança.


A requalificação permitiu ainda centralizar os vários departamentos do Teatro num único espaço, na antiga Sala de Cenografia, reunindo as equipas que se encontravam dispersas por diferentes zonas do edifício. Esta reorganização melhorou as condições de trabalho das equipas, nomeadamente ao nível da iluminação, ventilação, climatização e conforto acústico, e promove uma maior proximidade e articulação entre os diferentes serviços. Foram também criados e reorganizados espaços destinados a ensaios, formação e outras atividades, e melhoradas as condições de preservação do acervo da Biblioteca e Arquivo.


A acessibilidade foi uma das prioridades da requalificação, procurando eliminar barreiras e garantir melhores condições de circulação e acesso aos diferentes espaços, tanto para o público como para artistas que trabalhem no Teatro. A intervenção contribuiu, assim, para tornar o edifício mais acessível e inclusivo, permitindo que mais pessoas possam usufruir dos seus espaços e desenvolver neles a sua atividade.


A intervenção permitiu também reforçar as condições de segurança do edifício, nomeadamente através da instalação de um novo sistema de segurança contra incêndios. Foram ainda adotadas soluções destinadas a melhorar o desempenho energético e ambiental do Teatro, incluindo novos sistemas de climatização e equipamentos mais eficientes.


No âmbito do investimento “Redes Culturais e Transição Digital” do PRR, o Teatro beneficiou ainda de financiamento para a aquisição de equipamento de projeção digital de cinema (DCP) e de vídeo e imagem. Este investimento teve como objetivo modernizar a infraestrutura tecnológica do Teatro e promover a sua transição digital.


Esta foi a maior intervenção realizada no edifício desde a reconstrução que se seguiu ao incêndio de 1964, concluída em 1978. O edifício renovado não resolve, por si só, todos os desafios da instituição, mas cria melhores condições para os enfrentar. Preserva-se uma casa histórica e prepara-se um instrumento de trabalho para as próximas décadas.


A requalificação do Teatro Nacional D. Maria II foi financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pela União Europeia — NextGenerationEU, no valor de 15 158 825,00€.


Mais informações em recuperarportugal.gov.pt