Navalha na Carne
criação Àkila a.k.a. Puta da Silva
projeto vencedor da 9.ª edição da Bolsa Amélia Rey Colaço
Navalha na Carne reconfigura o clássico de Plínio Marcos à luz das experiências migrantes em Portugal.
Escrito em 1967, em pleno contexto de repressão da ditadura militar brasileira, o texto original é uma obra de destaque do teatro marginal, marcado pela denúncia direta das violências sociais e pela recusa das convenções morais e estéticas dominantes. Censurada à época, a peça trouxe para o palco personagens historicamente invisibilizadas.
Esta criação opera como uma navalha, abrindo fissuras no texto de Plínio Marcos, assumindo-o como matéria viva e introduzindo-lhe perspetivas contemporâneas, novas dramaturgias e experiências migrantes. A encenação de Àkila convoca corpos negros e dissidentes para um quarto de cortiço onde a precariedade dita as regras. Entre a crise habitacional e o cerceamento de direitos, esta releitura expõe as mecânicas de exclusão contemporâneas, transformando o palco num espaço de intervenção política e confronto estético.
CONVERSA COM ARTISTAS
20 de junho
Ficha Artística
criação Àkila a.k.a. Puta da Silva
dramaturgia e assistência de encenação Joni Riccos
interpretação Diego Marques, Fabiana Neves, Luan Okun
cenografia Guy Danieli
figurinos Anderson Vescah
direção musical e música ao vivo Cláudio Nascimento
desenho de luz Luiz Moreira
caracterização Bruno Alsiv
produção executiva Paolle Berklin
gestão e Administração Financeira Lúcia Furtado
coprodução Teatro Nacional D. Maria II, A Oficina / Centro Cultural Vila Flor, O Espaço do Tempo e Teatro Viriato
A classificar pela CCE

Iniciativa do Teatro Nacional D. Maria II, A Oficina / Centro Cultural Vila Flor, O Espaço do Tempo, Teatro Viriato.
