O último telefone público de Lisboa
criação Keli Freitas
O último telefone público de Lisboa acompanha um grupo de pessoas movidas por uma mesma hipótese: vivemos num mundo que produz continuamente palavras que ainda não sabemos ouvir. Estas pessoas decidem então investigar formas de propagação do som, na tentativa de compreender o que tem falhado nessa transmissão. Não procuram uma nova língua, mas uma nova física para a linguagem: desejam encontrar uma palavra incapaz de chegar atrasada.
Escrito e encenado por Keli Freitas, este espetáculo reúne intérpretes do Bangladesh, Nepal, Irão, São Tomé e Príncipe, Brasil e de Portugal para imaginar um mundo onde o desafio já não seja aperfeiçoar o que é dito, mas criar condições para escutar o que já estamos a dizer. Desenvolvido no âmbito de um projeto participativo concebido pelo D. Maria II, O último telefone público de Lisboa resulta de uma investigação conduzida por Keli Freitas através de encontros com pessoas imigrantes que vivem em Lisboa. O elenco reúne participantes com e sem experiência em teatro, selecionados através de uma convocatória pública e de um trabalho de proximidade com associações e organizações da cidade.
DURAÇÃO
1h40
SESSÕES ACESSÍVEIS
Interpretação em Língua Gestual Portuguesa no dia 27 de setembro
Espetáculo falado em português, inglês, farsi, bengali, hindi e forro, com legendas em português e inglês.
Espetáculo com luz estroboscópica e efeitos de fumo.
CONVERSA PÓS-ESPETÁCULO
26 SET
moderação Joyce Souza / Segundo as Marias
Ficha Artística
criação Keli Freitas
interpretação Dionys Matheus, Dom Diniz, Domingas Salvaterra, Manab Sarker, Pabitra Neupane, Sajad Deyrmina, Umme Dina
cenografia e figurinos Marine Sigaut
desenho de luz Tiago Cadete
desenho de som e sonoplastia Sara Marita
música original Cachupa Psicadélica
música ao vivo Dionys
direção de movimento Francisco Thiago Cavalcanti
apoio à pesquisa, à encenação e à dramaturgia Renato Linhares
tradução e operação de legendagem Joana Frazão
assistência de encenação Aoaní
produção Teatro Nacional D. Maria II
assistente de cenografia e figurinos Alex Simões aka Xana Modas
agradecimentos Associação Ilhéu Portátil, Cooperativa Bandim, Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Largo Residências / Jardins do Bombarda, NIALP - Intercultural Association Lisboa, Renovar a Mouraria, MEO – Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A. e todas as pessoas que aceitaram o convite para conversar com a Keli Freitas a propósito deste projeto.
M/12









